Até que ponto o sal faz mal a saúde

 

 

 

 

 

 

Por Ione Leandro de Queiroga

O excesso de qualquer nutriente pode ser nocivo a saúde, por isso, é preciso encontrar equilíbrio na ingestão de alimentos saudáveis e naturais diariamente. O sódio, um nutriente encontrado no sal que muitas vezes é tratado como vilão, é o elemento chave para o controle e o funcionamento do metabolismo hídrico do organismo. Concentrações plasmáticas e do líquido extracelular deste íon regulam toda uma rede de mecanismos neuroendócrinos que mantém o equilíbrio hidroeletrolítico do organismo.

Hábitos alimentares associados ao estilo de vida moderno têm influenciado de maneira drástica no aumento do consumo de alimentos industrializados, contendo quantidades excessivas de sal, açúcar e gordura. E esse hábito ainda influencia no consumo inadequado de água e ao sedentarismo, que favorecem o surgimento de diversos problemas de ordem metabólica e estética, como a elevação da pressão sanguínea, problemas cardiovasculares, retenção hídrica, constipação intestinal, entre outros, além de competir com o transporte de cálcio. Ou seja, uma maior ingestão de sódio resulta numa maior absorção desse nutriente e na consequente perda de cálcio.

?Guia Alimentar para a População Brasileira?, o Ministério da Saúde preconiza que o consumo de sal diário deve ser no máximo de 5g/dia (1colher rasa de chá por pessoa), o que significa que o consumo atual médio de sal nas mesas brasileiras deve ser reduzido pela metade.

Adequar o consumo de alimentos processados que possuem grande quantidade de sódio, incluindo alimentos frescos e naturais, minimiza os efeitos nocivos do sódio e aumenta o consumo de potássio presente em frutas e legumes.

Uma boa dica é ler atentamente os rótulos dos alimentos industrializados, já que é de extrema importância conhecer as informações nutricionais e suas quantidades. Além disso, é recomendado uma consulta com um profissional para que todas as suas dúvidas sejam esclarecidas.